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terça-feira, 15 de maio de 2007

Cenáculo Nacional - Drave

Sempre a correr e com pouco tempo apanhamos o comboio para o Porto e de lá seguimos viagem para Viseu! Cinco minutos em Viseu á procura de um restaurante e chegou a super carrinha do CNE onde cabem sempre mais 10! A voar pelas curvas, os pneus a chiar nas contra curvas e com uma bifana sem recibo chegamos á montanha onde ficam as minas de Gourim, partimos então para o fundo do vale carregados com o algum do material que iria tornar o sonho da EP realidade! Ao descermos deparamo-nos com a Drave subtilmente iluminada, eram velas que nos mostravam o caminho por entra as pedras das casas... Montamos a tenda, inscrevemo-nos e enquanto esperávamos pelo quebra-gelo chegou a manhã:P
Acordamos com os já habituais gritos de “Alvorada Alvorada tira as ‘hastes’ da almofada!” e com um membro ultra de alguma claque que pensava ter ganho o campeonato!
Depois do petit petit’déjeuner fomos para plenário ao som de mais Hit do Cenáculo desta vez ouvia-se ao vivo “Vive partilha e Avança…” Olhamos já com o sol no céu a cara uns dos outros e abrimos o cenáculo. Dividimo-nos então por ciclos e enquanto eu e participante do 5º ciclo tive formação e discutia sobre “Processos de tomada de decisão”, o Fábio do 6º ciclo teve uma apresentação do que é o Cenáculo e uma formação sobre intervenção em fórum e dinâmicas de grupo.
Ainda tive tempo para uns bons mergulhos e algumas braçadas na piscina de Drave enquanto alguns dos elementos do 6º ciclo se entretiam com os famosos "frasquinhos mágicos" e seus derivados. Depois de almoço e em plenário apresentamos as nossas opiniões dos trabalhos da manhã. Em relação aos processos de tomada de decisão chegamos á conclusão que os caminheiros estão um pouco afastados e talvez desinteressados pois a participação em Conselhos de Clã, Agrupamento, Núcleo e Regional vai respectivamente sendo menor. Outro facto relevante é que de todos os caminheiros/companheiros presentes nunca nenhum apresentou uma moção em Concelho de Núcleo ou Regional. Assim ficou no ar a ideia que antes de lutarmos pelo direito de termos assento e direito a voto no Conselho Nacional devemos exercer os nossos deveres de forma responsável nos Concelhos anteriormente referidos, apresentando sugestões e novas ideias. Apresentei também o caso do nosso clã, valorizando o sistema de patrulha base, que conseguiu fazer com que a actividade do “Presentes Para a Paz – De Outra Perspectiva” tivesse repercussões na região de tal modo que irá ser apresentada uma moção sobre o tema no Concelho Nacional. Em relação ao futuro do cenáculo foi unânime que este será cada vez mais produtivo e relevante, pois para além de interagir de perto com a Direcção Nacional da IV, as sementes lançadas nos seus participantes tenderão a dar fruto.
Depois do lanche regional, dividimo-nos de novo por ciclos e enquanto os de 5º elaboraram uma ‘visão’ para a IV Secção, os de 6º ciclo expuseram as suas expectativas para o novo ciclo e foram-lhes apresentados os projectos Scouts of te World VS Rovernet.eu.
Depois dos trabalhos ouvimos o gerador e tivemos uma surpresa na Drave… Luz! E que luz, estava montado na Drave um verdadeiro arraial abençoado por S. Pedro, ao som popular jantamos umas impecáveis febras e dançamos até a chuva nos acalmar!
No fim descemos para o Fogo do Conselho onde ao som do “sobem as chamas…” o Fábio cuspiu fogo com os caminheiros de Santarém e quase queimou o seu cabelo por completo. Apresentamos então as peças que tínhamos elaborado com as nossas equipas inter-cilcos, foi um momento onde todos fomos postos á prova através da intensa chuva que chegou para nos dar força! Foram “mortes no comboio”, “CSI Drave”, “Madames assassinas” “Diz que foi uma espécie de Cenáculo” “Doutores Frankenstein” e mais mortes em comboios. Acabamos a noite com a água, mais fortes pois tínhamos as sementes do Homem Novo.
Na manha seguinte tivemos o Jogo inter-ciclos que deu para quase tudo e depois preparamos a eucaristia. Como não tínhamos nenhum padre na Drave, tivemos uma celebração diferente e enriquecedora, marcada pelos momentos de cumplicidade que partilhamos durante a homilia.
Almoçamos e começaram a brilhar alguns olhos na cerimónia de encerramento, (claro que os da Daniela, chefe da EP, estavam como sempre já bem ensopados), foi tudo pensado ao pormenor e no fim de um ciclo, sinto que partimos com algumas sementes e mais motivados!
O caminho de regresso foi alucinante, íamos sem pressa, vimos o arco-íris sobre a Drave, apanhamos boleia para Lisboa e entramos na carrinha mais do que atrasados em direcção a Viseu! Chegados á gare e com os segundos todos contados quase ficávamos por lá:P No comboio do Porto para a Granja encontramos um Chefe de Barcelos participante do 2º ciclo do cenáculo…
Foi sem duvida uma actividade surreal e muito enriquecedora para ambos…:)

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Cenaculo!

O Cenáculo de Núcleo Douro Sul, decorreu nos dias 24 e 25 de Abril de 2007 no CEG (Centro Escutista de Gaia) e teve como tema a Saída do Egipto do Povo de Israel, guiados por Moíses.

O início da actividade decorreu no dia 24 à noite em que cada Caminheiro fez a sua inscrição e recebeu uma vela da cor da sua futura equipa, seguiu-se uma pequena sessão fotográfica com o “Moisés” e uma pequena entrevista sobre as perspectivas de cada um em relação a esta actividade.
Depois do habitual Quebra-Gelo realizou-se a cerimónia de abertura com a representação do episódio da Sarça-Ardente, onde se assistiu ao chamamento de Moíses. Todos os caminheiros também foram chamados a seguir este apelo e com as suas velas iluminaram a Sarça-Ardente formando assim as equipas. Cada equipa tinha o nome de uma tribo de Israel (Levi (Equipa Projecto), Efraim, Naftali, Manasses, e Issacar), de seguida as equipas partiram em busca da sua bandeirola e após um período em reunião apresentaram-se. Posteriormente, começou a passar musicas literalmente pimbas, sobretudo do nosso tão querido e conhecido Quim Barreiros e pronto, a malta animou-se e deu logo um pezinho de dança!
A nossa noite (equipa fórum) foi como muitos já puderam constatar o mais animada possível(As fotos não me deixam mentir, aconteceu de tudo, entre bolos, cafés, chapéus e ligações à net (tínhamos de ver os últimos posts))J. Na verdade, comprometemo-nos a apresentar logo pela manhã um filme com os acontecimentos e relatos marcantes da noite anterior! Pode-se dizer que a manhã não poderia ter começado da melhor maneira! Ou melhor ate podia e começou bem cedo com a barulhenta alvorada feita pela E.P.. Após o pequeno-almoço iniciou-se uma formação sobre os seguintes temas: Recursos do Núcleo, dada pelo Chefe Lucas; Mística e Simbologia da IV, pelos Chefe Costa e Silva e Chefe Filipe; Serviço Social pela Chefe Laura. (para obterem os resumos das formações devem visitar a pagina do cenáculo)

Durante o intervalo o Chefe Lucas ensinou a seguinte música:

“Um girassol, florindo no jardim
Buscando a Luz do Sol
Sorrindo para mim

Eu também sou um grande girassol,
Procuro a luz de Deus
E Sou Feliz assim.

Tenho mil sementes de Amor para te dar
Tenho mil ternuras para lhe dar
Tenho mil carinhos para lhe dar.”


No início da tarde começamos a debater o tema das Pragas nos grupos de trabalho. Assim, foi entregue a cada grupo nove pragas. Deste modo, cada grupo de trabalho discutiu as pragas que assolam o escutismo. Após duas horas intensas de discussão, os grupos deram inicio á execução dos cartazes a serem apresentados no plenário.
Relativamente ao tema da Mística e da Simbologia os grupos chegaram à conclusão de que a realização da carta de clã, e do PPV eram momentos fundamentais para o clã. A carta de clã é feita em clã, contém objectivos ou normas e é assinada por um período de tempo definido pelo clã. Já o PPV é realizado individualmente, poderá ser ou não partilhado e é o caminho para o Homem Novo. Para os grupos de trabalho os símbolos, mais importantes são a vara e a bíblia. A vara, apesar de não ter a mesma importância para todos os clãs (alguns não fazem uso dela) acaba por ser o nosso suporte, ajudando-nos a tomar decisões, a escolher caminhos e a impedir-nos de nos deixarmos levar pela corrente. A bíblia foi referida como o símbolo mais partilhado pelos clãs, na medida em que todos fazem uso dela nas actividades.

Quanto aos recursos alguns grupos referiram o total desconhecimento acerca dos recursos e das suas características. Contudo, não deixaram de realçar o quanto a formação da parte da manhã tinha sido positiva no sentido de transmitir mais informação sobre o tema. Assim, considerou-se o DMF, o CEG, e os recursos do agrupamento como recursos a serem utilizados pelos Agrupamentos. Relacionado com isto, focou-se a pouca abertura dos Agrupamentos e do Núcleo, que têm trabalhado constantemente fechados sobre si próprios.
Os caminheiros também consideram que são o recurso do núcleo. Contudo, acham que deveriam ser mais um recurso, ou seja os caminheiros deveriam ter um papel semelhante aos outros grupos.

O tema do serviço deixou bem patente a necessidade deste ser espontâneo e de deixar de ser rotineiro, isto é os clãs não deveriam cingir o serviço ás actividades que já de si são muito comuns, nomeadamente o Banco Alimentar, Cabazes de Natal, Protecção civil entre outras. Devem, portanto procurar saber mais sobre a realidade e o contexto em que vivem, para puderem prestar serviço aos mais necessitados.
O 100Tempos também foi debatido no seio dos grupos. Todos os clãs mencionaram a evidente falta de motivação que cai sobre os clãs em períodos em que os caminheiros estudantes tem exames. Referiram também a dificuldade em trabalhar com diferentes pessoas e que têm por consequência diferentes objectivos. Contudo, todos realçaram que o Tempo não é o verdadeiro problema, o Tempo é usado como desculpa. Na verdade, o que realmente afecta o escutismo é a ausência de motivação!
Outro ponto muito discutido e que suscitou um debate aceso no plenário foi a importância da participação na eucaristia. Uma grande parte dos caminheiros revelou que não consideravam relevante a participação do clã na eucaristia, uma vez que a fé pode ser praticada em qualquer lugar e de variadíssimas formas.
Associada a esta falta de motivação surge todo um conjunto de pragas identificadas pelos grupos, nomeadamente o comodismo, a luxúria, o consumismo, o autoritarismo, a inveja, o materialismo, a futilidade, a ganância e a superficialidade.
Somos assim, muitas vezes escravos da nossa própria sociedade, que nos leva em algumas ocasiões a colocar o nosso bem-estar à frente do escutismo.
Todas estas ideias foram apresentadas e discutidas pelos grupos de trabalho. No fim, lemos a última praga, a morte dos primogénitos e, tal como os hebreus se protegeram com sangue do cordeiro, também nós caminheiros em busca do Homem Novo, nos protegemos pintando uma vara de cor vermelha na face do rosto.

Depois do lanche(em que se formou a irmandade dos croissants de chocolate), descemos até ao riacho para a cerimónia de fecho e foi representada a passagem de Moisés no mar vermelho, assim seguimos as suas pisadas “erguemos a nossa vara e passamos o mar vermelho”. Do outro lado do rio assinamos a Carta do Cenáculo de Núcleo.

Para o ano há mais. Mas os caminheiros já podem inscrever-se para a proxima equipa projecto!Mais uma vez o nosso cla vai estar á frente de um gd projecto! Força Fabio!